sábado, 24 de março de 2012

Crítica ao Big Brother Brasil



Por: Ismênia Nunes


 Já não basta o programa ser uma grande baixaria; ainda querem obrigar a todos  a assistirem em todos horários e em todos os lugares. Como se ver Big Brother fosse uma obrigação, nem durante o dia, que não é o horário do programa sossegam.

Querem empurrar-nos  goela abaixo mostrando tudo o que acontece o tempo todo, não basta o horário estabelecido para o programa. Ele tem que ser empurrado em todos os horários, no meio de programações como flasch jornalístico. Um abuso, muitas pessoas se tornaram bonecos. Diferente de muitos que se acostumam com esta situação, tomo uma atitude de repúdio, não dando o gosto participar de um Ibope forçado. Uma emissora que veicula um programa que não respeita a família brasileira, nestas horas lembro-me dos tempos em que programações muito menos agressivas eram proibidas a menores. Vinha sempre o alerta: - “Atenção senhores pais, este programa não é recomendado para menores de 10 anos”.  Naquele tempo até mesmo a criminalidade era menor, hoje tudo é permitido, não há mais respeito, a emissora não se importa que crianças estejam na frente da televisão. Aliás, não basta o desrespeito num horário ainda cedo para este tipo de programação, insisto, empurram  durante o período da tarde em que todos estamos certos de que haverá crianças. Qual é o objetivo da Rede Globo com isto? Sinceramente além desta falta de respeito, não acho um programa relevante para que seja transmitido, deveria sair o ar. Ou ainda se preferirem mudar o horário para bem mais tarde.

Crítica à novela “Fina Estampa”

         Griselda é surpreendida pelo retorno de Tereza Cristina, na última cena de 'Fina Estampa'                                     
Griselda é surpreendida pelo retorno de Tereza Cristina, na última cena de 'Fina Estampa'
(Divulgação/TV Globo)

Por: Ismênia Nunes
Fina Estampa terminou ontem (23/03/12) e com certeza deixou muito telespectador descontente não só com o final em si, mas com a forma que a novela vinha sendo transmitida nos últimos dias.
Muitas coisas podem ser mencionadas e analisadas na novela. Mas, um grande absurdo foi a forma com que foi veiculado a primeira noite da menina Solange, interpretado por Carol Macedo. Não era uma cena necessária, ou pelo menos deveria ter sido suavizada, menos explicita e mais breve. Se compararmos as novelas de outras emissoras, a Record, por exemplo, poderemos ver que este tipo de apelo não existe. São novelas de cunho familiar, escolar e educacional, mas a emissora a que nos referimos não se importa com as famílias. Aliás, há um total desrespeito. Quando a cena foi ao ar, com certeza chocou muitas pessoas e até meninas de doze e quatorze anos que assistiram. Cenas estas, não deveriam ser liberadas para idade de doze anos. Além desta cena, em particular, muitas outras não eram próprias para a idade a qual a emissora diz ser recomendada. Uma novela que incitou o sexo pelo sexo, o crime, a mentira, a traição, a discórdia, a inveja, a discriminação social e sexual e a impunidade.
Com relação à novela em si,  iniciou com uma audiência razoável e foi caindo. Principalmente nos últimos capítulos, onde mesmo com os apelos da personagem Tereza Cristina, interpretado por Christiane Torloni não conseguiu mudar a queda de audiência.
A novela não deixou contentes os telespectadores que não foram respondidos em suas ânsias: - a não revelação do amante de Clodoaldo Valério (Marcelo Serrado), a impunidade de Tereza Cristina. Aliás, essa parte da novela vem mostrar o panorama em que nossa sociedade vive hoje, onde os que têm dinheiro sempre se dão bem, não são presos, não pagam por seus crimes, nada lhes acontece.
Mas os que não têm este benefício, os pobres, não têm a mesma sorte. Até mesmo o personagem Ferdinand (Carlos Machado), foi punido com a morte. Não representava a classe abastada, rica. Não fazemos aqui qualquer apologia à pena de morte. Este foi o final dado pelo autor da novela. Com tantos crimes, não houve sequer uma prisão na novela “Fina Estampa” veiculada pela Rede Globo.  A novela poderia ter trazido uma mensagem ao final, com a prisão, morte ou mesmo uma suposta loucura da personagem Tereza Cristina. Poderia mostrar que o crime não compensa, que nada fica impune, mas a emissora preferiu deixar livre aquela que os cometeu. Não aproveitou o meio para dar bons exemplos. Que exemplo essa novela mostra aos nossos jovens? Além de não definir corretamente a idade que poderia ser assistida. Pois que dizia ser recomendável para doze anos. Aquele apelo todo para doze anos? Que exemplo as crianças, aos jovens? Qual o objetivo do autor da novela e da emissora?
Fina Estampa foi uma novela que prometeu muito, mas que só fez ser um exemplo de impunidade e desrespeito ao povo brasileiro. Já temos muita violência no Brasil, qual o propósito em veicular uma novela com este tom agressivo, criminoso e nem dar um final justo, um exemplo, uma lição?


Análise crítica aos personagens de “Fina Estampa”

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Por: Ismênia Nunes
Solange (Carol Macedo) - Mostrou-se uma menina muito avançada e fogosa para a idade. O autor e a emissora deveriam ter mais critérios ao veicular estas cenas com meninas tão jovens, mesmo que tenham dezoito anos. (Aliás com um salto, decote e maquiagem qualquer menina de 13 ou 14 anos pode até parecer ter 18. Independente da idade a jovem não passa um bom exemplo as meninas de sua idade.)
Estes foram os comentários de alguns expectadores a respeito da personagem.
http://wp.clicrbs.com.br/holofote/2011/12/27/solteiro-daniel-alves-teria-ficado-com-carol-macedo/
 Bob diz:
  27 de dezembro de 2011 às 4:28 pm
 Essa garota é uma péssima influência para outras meninas, inclusive pelo papel que ela faz na novela.
 Não sei como ninguém se manifesta. Parece algo normal já uma garota dessa idade se oferecendo em horário nobre.
Carla Marttins diz:
  27 de dezembro de 2011 às 2:39 pm
 Essa menina tá bem periguetezinha né, em pensar que outro dia tava fazendo uma menina toda doce ingênua em Passione, é pelo jeito mudou a personagem e a personalidade.
 Suzana Pires (Marcela Coutinho) – A personagem mostrou em seu papel de repórter, uma ideia errada do que realmente seria uma repórter, mostrando uma personagem, digo, uma  jornalista sem ética, sem escrúpulos. O que não passa a  verdade da classe. Pareceu-me que esta visão foi intencional, se  viesse a ser assimilada pelo público em geral, “desobrigaria de qualquer responsabilidade”,  a emissora, a empresa que contrata o profissional. Como se toda responsabilidade desta falta de ética fizesse parte do profissional em jornalismo. Quando não o é, aliás está é uma visão errada do profissional. Se a emissora quisesse mostrar um exemplo de profissional que poderia existir como exceção, como uma escolha de personalidade não teria mantido o mesmo estilo ao repórter Beto Júnior. Sabemos que o estilo foi o mesmo da jornalista Marcela.

Caio Castro (Antenor) – O personagem iniciou como um rapaz mentiroso, irresponsável, mas com o tempo, foi mudando e ao final da novela pode dar o exemplo que vale a pena ser honesto e correto. O importante foi que tudo isto, essas mudanças se deram devido a influência da mãe Griselda que não deixava o rapaz em paz até que este visse qual era a melhor maneira de viver a vida e a importância da honestidade. Os pais muitas vezes precisam ser duros para mostrar o bom caminho aos filhos, somente assim eles poderão ser felizes.
Lilia Cabral (Griselda) – Uma personagem que fez a diferença, mostrou a importância da honestidade, do trabalho e da simplicidade, e que mesmo tendo dinheiro não mudou como pessoa. Mostrou que uma mulher sozinha, mas correta pode criar os filhos e dar um bom direcionamento a eles com seu exemplo.
Christiane Torlone (Tereza Cristina) – A personagem iniciou a novela aparentemente como uma pessoa normal, mas não demorou para mostrar o que realmente era. Trouxe traços de uma psicopata, criminosa, mostrou uma visão torta das pessoas e incitou ao erro, ao crime, a traição. O desrespeito aos filhos. Apesar de seu desiquilíbrio emocional não foi internada, não se tratou. Apesar de todos os crimes não houve a prisão.
Carolina Dieckmann (Teodora) – A personagem mostrou sua mudança.  No início da novela era vista com preconceito e desrespeito de todos. Por amor ao filho Quinzinho (Gabriel Pelícia) e mesmo a Quinzé, mudou de vida, não totalmente, pois que os vestidos eram os mesmos, mas o importante é que Teodora resolveu viver em família e ser uma pessoa melhor dentro do que lhe era possível.
Carlos Machado (Ferdinand) – Um homem mafioso, manipulado e que usou de todos os artifícios para ficar com Tereza Cristina. Sua personalidade e seu físico em nada eram iguais. O fato é que muitas pessoas ainda olham para o exterior de uma pessoa e esquecem de olhar o que ela realmente é, Ferdinand era o típico bonitão, mas criminoso e canalha. Poderia ter sido preso ao invés de ter tido um final daquele.
Rodrigo Simas (Leandro) - O personagem conseguiu mudar de vida e ter um crescimento graças ao incentivo dos amigos e da família. O papel da mãe foi imprescindível para esta mudança.
Cris Vianna (Dagmar) - Um exemplo de mulher, desde o início da novela mostrou a cara de muitas mulheres brasileiras, trabalhadoras, que cuidam de seus filhos sozinhas, sustentam um lar, tem que ajudar os filhos da ficar no bom caminho, honestas corretas e guerreiras.
Juliana Knust (Zuleika) – Típica mulher que quer tirar vantagem em tudo, desonesta, aproveitadora. A personagem também se saiu muito bem no final, apesar das chantagens e de tudo que aprontou, nada lhe aconteceu. Não respondeu por nenhum crime.
Julio Rocha (Enzo) – Enzo foi um personagem que de certa forma surpreendeu, pois todos imaginávamos que ele daria o golpe na doutora, mas quando esta mais precisou foi o único que lhe apoiou. Soube ser amante, mas acima de tudo, amigo e companheiro.
Rafael Zulu (Edvaldo) – Edvaldo foi um exemplo de honestidade e competência. O importante foi que houve um reconhecimento por parte do patrão Juan (Carlos Casagrande), conseguindo reconhecer seu trabalho e exemplo.
Julia Lemmertz (Esther) – Exemplo de amor, perseverança. Esther mostra a mulher que sente a necessidade de ter um filho, e com este amor de mulher e de mãe  é capaz de fazer tudo para conseguir ser mãe. Quase perde um casamento feliz por amor a filha Vitória. Somente a mulher pode compreender o que é ser mãe. Mostrou que a mãe é aquela que ama, que convive, que se sacrifica.